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E pensar que a idéia partiu justo de Neymar que afirma a quem quiser ouvir que não é negro. Vou confessar a vocês que gostei da intenção, acho digno pessoas brancas que se sensibilizem verdadeiramente com o preconceito, mas acabou caindo na perigosa idéia do utópico e falso ” somos todos iguais” enquanto as pessoas têm necessidades diferentes e negar isso é desumano (é o mesmo pensamento que contesta a acessibilidade a deficientes físicos e que faz a burguesia acreditar que as oportunidades são as mesmas para quem nasce em berço de ouro e quem vem da favela).
Me lembro de ter sido chamada de “macaca” uma vez na escola, eu deveria ter uns 11 anos, fui pro banheiro e passei o restante da aula inteira, nada foi feito pelos professores ou pela diretoria… Aposto que a Angélica nunca passou nem de longe por qualquer situação parecida, seus filhos também não irão passar, já os meus…
Esse adjetivo SEMPRE teve conotação racista, e a campanha, embora eu acredito que fosse bem intencionada soa racista sim! Desculpa gente, NÃO SOMOS MACACOS, somos pretos, temos nomes e orgulho da nossa ancestralidade e nossa cor!
Que seja #nãosomosmacacos então! ou #umabananapropreconceito.
Vale, sempre vale!!! Todo tipo de luta em pró de uma sociedade mais humana e que respeite todo indivíduo em suas diferenças é válida!

Beijo pra todo mundo
Axé

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